quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010




















When we're all dying,
living by default is...


sad.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

fantasma (mada itai)











Estrada feita a cada passo seu,
estrada que não pude caminhar por não me dar a sua mão.
Ainda me dói. mada itai

deviation by marak24

domingo, 6 de julho de 2008

dream VIII
























in
Final Incal T1. Les Quatres John Difool
Jodorowsky / Ladrön
Les Humanoïdes Associés
2008
Foi o vento que te trouxe,
E contigo maravilhas.
Entraste em mim distraído
E quando foste embora ficaste ainda.
Agora é por ti que vejo a beleza que me dói a cada olhar.

Nesta vida revelaste-me segredos divinos.
Em outra serás meu.

sábado, 5 de abril de 2008

Partilha

Serei eu, seremos nós, capazes de partilhar sinceramente? De estar, ser no mesmo espaço, no mesmo momento, na mesma consciência e no mesmo sentir de outro? Ou de nós mesmos?
Será possível a partilha completa e sincera de um instante sequer entre dois seres? Será possível a nossa inteira e simultânea presença num instante? Será possível esta coincidência?

Nous sommes tous dans un desert. Personne ne comprend personne. É Maupassant quem mo diz, citando Flaubert*. E dias depois Jorge** sublinha que ninguém conhece ninguém. E nada acontece até um dia.

Seremos então prisioneiros em desertos ou em gaiolas de vidro?


Gaiola de Vidro

Como paredes através das quais
o mundo vemos pelo ser dos outros,
quem vamos conhecendo nos rodeia,
multiplicando as faces da gaiola
de que se tece em volta a nossa vida.

No espaço dentro (mas que não depende
do número de faces ou da distância entre elas)
nós somos quem nos somos: só distintos
de cada um dos outros, para quem
apenas somos uma face em muitas,
pelo que em nós se torna, além do espaço,
uma visão de espelhos transparentes.

Mas o que nos distingue não existe.

Jorge**

*No conto Solitude de 1884.
**Personagem do romance Sinais de Fogo de Jorge de Sena, edição de 1984.

domingo, 23 de março de 2008

música

Pensamento:
ondas de dúvidas de inteligíveis possibilidades
lógica dos meus órgãos conscientes e limitantes
é ruído continuo que não me deixa ouvir.

A música é com o corpo que se ouve.
O corpo.
Usa os músculos, articulações, larga o teu suor no tapete.
Sente o sangue pulsar, calor que extravasa, dá a tua energia!
bump bump bump o sangue
bump bump bump o ruido diminui
bump bump bump já não pensas
bump bump bump ages
não interessa se bem se mal se resulta se falha se foi tarde ou cedo demais
ages! fazes!

ouves agora?

terça-feira, 18 de março de 2008

self destruction

I push myself down in search of the bottom
hurting me to self destruction again.
My body is bruised by failures, weaknesses of will.

Why don't I simply close my eyes and sleep?
escape to where the being is whole and free,
to where every dream may be,
to no rules no templates no genders no classes no groups land.
to where each is unique,
to where singularity is all there is,
to real truth.

Still I am here, aching.
Still I feel uneasy, unable to reach you.
Still I feel untrue.
Even I cannot fully apprehend my being.

Oh is there such a place?
Is it really only a dream?
Is truth a dream?
What is life?
Can you hear me? Reach me? Care for me?
Do we ever truly share?